sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Acarajé




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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Acarajé

Acarajé é uma especialidade gastronómica da culinária afro-brasileira feita de massa de feijão-fradinho, cebola e sal, frita em azeite-de-dendê. O acarajé pode ser servido com pimenta, camarão seco, vatapá, caruru ou salada, quase todos componentes e pratos típicos da cozinha da Bahia.

História
Manuel Querino em A arte culinária na Bahia, de 1916, conta, na primeira descrição etnográfica do acarajé, que "no início, o feijão fradinho era ralado na pedra, de 50 cm de comprimento por 23 de largura, tendo cerca de 10 cm de altura. A face plana, em vez de lisa, era ligeiramente picada por canteiro, de modo a torná-la porosa ou crespa. Um rolo de forma cilíndrica, impelido para frente e para trás, sobre a pedra, na atitude de quem mói, triturava facilmente o milho, o feijão, o arroz".
Acarajé de orixá


Acará, Akará ou Acarajé, comida ritual do Candomblé.
Acarajé, comida ritual da orixá Iansã. Na África, é chamado de àkàrà que significa bola de fogo, enquanto je possui o significado de comer. No Brasil foram reunidas as duas palavras numa só, acara-je, ou seja, “comer bola de fogo”.Devido ao Modo de Preparo o prato recebeu esse nome.
O acarajé, o principal atrativo no tabuleiro, é um bolinho característico do candomblé. Sua origem é explicada por um mito sobre a relação de Xangô com suas esposas,Oxum e Iansã. O bolinho se tornou, assim, uma oferenda a esses orixás. Mesmo ao ser vendido num contexto profano, o acarajé ainda é considerado, pelas baianas, como uma comida sagrada. Por isso, a sua receita, embora não seja secreta, não pode ser modificada e deve ser preparada apenas pelos filhos-de-santo.
O acarajé é feito com feijão fradinho, que deve ser quebrado em um moinho em pedaços grandes e colocado de molho na água para soltar a casca. Após retirar toda a casca, passar novamente no moinho, desta vez deverá ficar uma massa bem fina. A essa massa acrescenta-se cebola ralada e um pouco de sal.
O segredo para o acarajé ficar macio é o tempo que se bate a massa. Quando a massa está no ponto, fica com a aparência de espuma. Para fritar, use uma panela funda com bastante azeite-de-dendê ou azeite doce.
Normalmente usam-se duas colheres para fritar, uma colher para pegar a massa e uma colher de pau para moldar os bolinhos. O azeite deve estar bem quente antes de colocar o primeiro acarajé para fritar.
Esse primeiro acarajé sempre é oferecido a Exu pela primazia que tem no candomblé. Os seguintes são fritos normalmente e ofertados aos orixás para os quais estão sendo feitos.
O acará Oferecido ao orixá Iansã diante do seu Igba orixá é feito num tamanho de um prato de sobremesa na forma arredondada e ornado com nove ou sete camarões defumados, confirmando sua ligação com os odu odi e ossá no jogo do merindilogun, cercado de nove pequenos acarás, simbolizando "mensan orum" nove Planetas. (Orum-Aye, José Benistes).
O acará de xango tem uma forma Ovalar imitando o cágado que é seu animal preferido e cercado com seis ou doze pequenos acarás de igual formato, confirmando sua ligação com os odu Obará e êjilaxeborá.
Origem árabe
O Acarajé dos Iorubás da África ocidental (Togo, Benin, Nigéria, Camarões) que deu origem ao brasileiro é por sua vez originário do Falafel árabe do Oriente Médio. Os árabes levaram essa iguaria para a África nas diversas incursões durante os séculos VII a XIX. As Favas secas e Grão de bico do Falafel foram substituídos pelo feijão-fradinho na África.[1]
Acarajé da baiana
O acarajé também é um prato típico da culinária baiana e um dos principais produtos vendidos no tabuleiro da baiana (nome dado ao recipiente usado pela baiana do acarajé para expor os alimentos), que são mais carregados no tempero e mais saborosos, diferentes de quando feitos para o orixá.
A forma de preparo é praticamente a mesma, a diferença está no modo de ser servido: ele pode ser cortado ao meio e recheado com vatapá, caruru, camarão refogado, pimenta e salada (feita com: tomate verde e vermelho mais coentro).
O acarajé tem similaridade com o abará, difere-se apenas na maneira de cozer., o acarajé é frito, ao passo que o abará é cozido no vapor.
Receita básica de um bom acarajé:
Ingredientes
• 1/2 kg de feijão-fradinho descascado e moído
• 150 g de cebola ralada
• 1 colher (sobremesa) de sal ou a gosto
• 1 litro de azeite-de-dendê para fritar
Se a família for grande, dobrar a receita. Em várias cidades é possível encontrar o feijão fradinho descascado e moído já pronto, na forma de farinha : farinha de feijão fradinho.
Recheio de camarão
Refogar por 10 a 15 minutos: 4/6 xícara de azeite-de-dendê, 3 cebolas picadas, alho a gosto, 700 g de camarão defumado sem casca e cheiro-verde. Caso queira, podem ser acrescentados tomate e coentro, e como dito anteriormente, caruru, vatapá e molho de pimenta.
Notas
1. ↑ Revista GOSTO - Isabella Editora - São Paulo -SP; Nr.004 (outubro 2009), Página 87 - Crônica Histórica - A viagem do acarajé - Ar

fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Acaraj%C3%A9

Xuxa reage à Universal pela acusação de pacto com Satã



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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Xuxa reage à Universal pela acusação de pacto com Satã

Xuxa (foto) recorreu à Justiça contra a Folha Universal, da igreja do bispo Edir Macedo, pelo fato de o semanário ter sugerido que ela fez um pacto com Satã.

A informação, da jornalista Mônica Bergamo (Folha), foi confirmada pela assessoria de imprensa da apresentadora da Rede Globo. O processo tramita na 6ª Vara Cível do Fórum da Barra, no Rio.

A apresentadora pediu indenização de R$ 3 milhões por danos morais e retratação.

De acordo com a jornalista, Xuxa disse que “respeita todas as religiões, tem fé e amor a Deus e toda sua vida foi voltada para fazer o bem a exemplo do trabalho que desenvolve na fundação que leva o seu nome”.

A assessoria da Xuxa disse que não pode revelar à imprensa detalhes do processo enquanto não houver manifestação da Justiça.


De acordo com a jornalista, Xuxa disse que “respeita todas as religiões, tem fé e amor a Deus e toda sua vida foi voltada para fazer o bem a exemplo do trabalho que desenvolve na fundação que leva o seu nome”.

Para associar Xuxa ao demônio, a Folha Universal deu destaque às pregações de Josué Yrion, reverendo brasileiro radicado na Califórnia.

Yrion afirma que Xuxa, para obter sucesso, vendeu a alma ao Satanás por 100 milhões de dólares. E que, sempre segundo ele, a apresentadora de programa para crianças doa sangue duas vezes por ano uma Igreja de Satanás, em São Francisco. (EUA).

O religioso é uma figura folclórica por suas pregações fantasiosas. Entre tantas bobagens, ele afirma que o boneco Barney come cadáver humano.

Ainda assim, para o jornal do Edir Macedo, Yrion tem credibilidade suficiente para sustentar um texto desabonador a Xuxa.

fonte:http://e-paulopes.blogspot.com/2008/11/xuxa-vai-justia-contra-universal-por.html

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Quarta-Feira de Cinzas nos Terreiros de Tambor De Mina – O Arrambã


Quarta-Feira de Cinzas nos Terreiros de Tambor De Mina – O Arrambã

Ao término do Carnaval, na quarta-feira de cinzas, costuma ocorrer nos terreiros de tambor de mina do Maranhão a cerimônia que assinala o fechamento das casas de culto durante a Quaresma. Os mineiros seguem o antigo preceito de origem cristã, de não realizar festas ou toques neste período. Este costume é tão importante que, se morrer algum filho-de-santo durante a Quaresma, não se realiza a cerimônia fúnebre, denominada tambor de choro, ficando transferida para outra época.
No domingo anterior ao Carnaval, denominado domingo magro ou domingo da bula, os voduns costumam vir brincar, participando de uma festa especial, o tambor de entrudo. Dançam com roupas comuns, jogando uns nos outros e na assistência, “amansi”, ou banho de cheiro, de água com perfume, jogando talco e cantando cantigas próprias. O tambor de entrudo é um costume que está desaparecendo e não temos notícias de sua realização nos últimos vinte anos.
Como tudo na religião e na vida, arrambã ou bancada é uma cerimônia complexa, que consome muita energia e recursos. Como toda festa, exige o esforço coordenado de muitas pessoas. Com antecedência durante as semanas que precedem o Carnaval, são encomendados e preparados em cada terreiro, grande quantidade de alimentos que, nos dias do Carnaval, ficam guardados no quarto dos santos para serem distribuídos na quarta-feira de cinzas. Os alimentos são adquiridos pelos filhos de cada casa e por pessoas amigas, que colaboram por se considerarem beneficiadas em participar desta tradição. Preparam e guardam pipocas em latas, consumindo-se facilmente mais de sessenta quilos de milho. Preparam coco torrado, farinha de milho torrado e socado no pilão, chamada azogri, aluá de vários tipos, gengibirra, licores, doces em calda de goiaba, banana, murici, ginja; doces em massa de batata ou buriti. Compra-se grande quantidade de frutas da estação, comuns em fevereiro, como pitomba, adquirida em cofos; anajá, bacaba, cupu, bacuri, macaúba, sapoti, banana roxa, banana São Tomé, manga rosa, abricó e outras frutas encontradas nos mercados. A semana que antecede o Carnaval é inteiramente dedicada ao preparo ritual dos alimentos que entrarão na festa chamada semana da torração. O arrambã consiste numa grande distribuição ritual dos vários tipos de alimentos, “de tudo o que a boca come”, principalmente de frutas. Na quarta-feira de cinzas, os voduns chegam depois das duas horas da tarde, se vestem de branco e ficam algumas horas sentados na varanda de danças, cantando cânticos próprios, alguns fumando cachimbos de cano longo.
A cerimônia do arrambã dos terreiros de tambor de mina corresponde ao Lorogum ou fechamento temporário dos terreiros de candomblé, que conhecemos por literatura. Na África também existem em períodos de mudança de estação, época do ano em que os voduns não baixam. Como no catolicismo, no mundo Islâmico existe o período do Ramadã, também marcado por orações, jejuns e sacrifícios especiais. No Maranhão, esta cerimônia do arrambã é também chamada de quitanda, pela impressão de mercado e de algazarra. É realizada com pequenas diferenças de detalhes, na Casa das Minas, na Casa de Nagô, na Casa Fanti-Ashanti, na Casa de Jorge, de D. Elzita e em outros terreiros de mina, com a participação de muitos amigos. Após a Quaresma os voduns voltam novamente no sábado de aleluia, quando os terreiros reabrem e se reiniciam os toques.
Fonte: Por: Sergio Ferretti*

Homenagem ao pai Euclides "Talabian" Ferreira




quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Homenagem ao pai Euclides "Talabian" Ferreira
Casa Fanti Ashanti em em São Luiz,Maranhão.
Rua Militar 160 Bairro Cruzeiro do Anil


Pai Euclides abriu o seu terreiro em 1958, no sítio do Igapara, com o nome de Tenda de São Jorge Jardim de Ueira. De acordo com o Estatuto do terreiro, transcrito em um dos seus livros publicados (FERREIRA, 1987, p.121), apesar da Casa ter recebido uma denominação semelhante à de muitos terreiros de Umbanda ou de caboclo, já teria nascido identificada com a nação Fanti-Ashanti [6].

Mas tudo indica que, durante muito tempo, era mais conhecida como terreiro de Tabajara, de Juracema (entidades caboclas) e de Mãe Maria, entidade feminina que, apesar de não ter incorporado nele no Terreiro do Egito, foi muito importante nos primeiros anos da Casa e que foi mais tarde por ele apresentada no Candomblé como a Oxum mais velha (FERRETTI,M., 2000, p. 263). Em 1963, a Casa Fanti-Ashanti foi transferida para o bairro do Cruzeiro do Anil. Cinco anos depois era realizada ali a primeira iniciação completa de filho da Casa - o paraense João Albino de Aquino, adotando características que fugiam do modelo da Mina do Maranhão e a aproximavam do Candomblé da Bahia.

Mas, na época, Pai Euclides se apresentava como babalorixá de inkice Talabian de Urumilá, como foi registrado no certificado conferido àquele filho-de-santo. Em 1974, Pai Euclides se apresentou à pesquisadora Maria Amália Barretto como filho de To Alabi Oxanaim (sic.) de Urumilá e de Oxum Apará (BARRETTO, 1977, p.121).

A quarta ligação de Pai Euclides com entidade associada a Lissá ocorreu 8 anos após a iniciação de João Albino e cerca de 10 anos após o falecimento de sua mãe-de-santo, quando ele recebeu Orixá Oguiã no Xangô de Recife (1976). Em 1980, depois de “tirar a mão de vumbe” em Recife, oficializou, na Casa Fanti-Ashanti, o Candomblé que, segundo declara, já vinha sendo adotando desde 1976 (FERREIRA, 1984, p.11), passando a entrar em transe no Candomblé principalmente com Oxalá e a receber Mãe Maria como Oxum.

A partir daí o seu terreiro, que já vinha em expansão, cresceu bastante, passou a ser mais apresentado e conhecido como de Oxalá e sua nação passou a ser definida mais como jeje-nagô do que como fanti-ashanti. No 30º aniversário do terreiro, Pai Euclides se refere a ele como “Casa Branca Fanti-Ashanti” e como “Casa de Oxalá”.

Com a “mudança de nação” da Casa Fanti-Ashanti, Pai Euclides reelaborou sua identidade jeje e passou a apresentar-se como ligado ao jeje-mahi, nação em que seu pai-de-santo Severino Ramos, o Raminho de Oxossi, recebeu parte do seu axé (FERREIRA, 1987, p.98). Mas, mesmo “mudando de nação”, ele continuou alimentando o sonho de se ligar diretamente a um sacerdote africano do Gana ou do Benin (FERRETTI, M, 2000, p. 180), o que implicaria numa retomada de suas ligações com o Terreiro do Egito e com o vodum Lissá, na Casa das Minas.

“[5] No certificado preparado para o paraense João Albino de Aquino, a Casa era apresentada como “Abassá Olissa de Urumilá”, do babalorixá de inkice Talabian de Urumilá. A relação de Pai Euclides com Urumila já foi por ele lembrada para justificar a realização em sua Casa da Festa do Espírito Santo, tradicional no Maranhão, considerando-se que no sincretismo afro-brasileiro os dois são associados.
[6] Não localizamos, no SIOGE (imprensa oficial do Estado), o Diário Oficial em que
foi publicado o referido Estatuto.”

O terreiro, Tenda São Jorge Jardim de Oeira da Nação Fanthi-Ashanthi, foi inaugurado no dia 01 de Janeiro de 1958 no sítio do Igapara às margens do rio bacanga em um lugarejo de São Luis, posteriormente a Casa Fanthi-Ashanthi transferiu-se para a Rua Militar, nº 1158, no bairro do Cruzeiro do Anil em São Luis-MA, no dia 01 de Janeiro de 1964, onde permanece até os dias atuais, um local estratégico e facil de se chegar.
Não somente como pioneiro a implantar o candomblé no estado do Maranhão, precisamente em São Luis, mas também como cultuador do tradicional Tambor-de-Mina e outros ritos, se mantendo bastante coerente no trato das questões religiosas considerando com muito cuidadoas práticas que a casa difunde, para que não haja choque entre a ancestralidade e a comunidade.



fonte:http://ileajagunan.blogspot.com/
fonte:http://fotolog.terra.com.br/ellegua:177

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Traficantes instalam boca de fumo dentro de terreiro de Mãe Stella




quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Traficantes instalam boca de fumo dentro de terreiro de Mãe Stella




Os espaços sagrados dos terreiros de candomblé não estão mais imunes à violência. A força dos orixás não conseguiu impedir que, na área de mata atlântica dentro do terreiro Ilê Axé Opó Afonjá, de Mãe Stella de Oxóssi, no São Gonçalo do Retiro, criminosos montassem uma cabana para servir de quartel para venda e distribuição de drogas na Baixinha de Santo Antônio.

O espaço físico da cabana em meio a árvores e plantas sagradas, montado com mesa de tampo de vidro, cadeiras, balança de precisão e sofás, foi destruído pela polícia há quatro meses. Contudo, segundo o delegado Adailton Adam, titular da 11 ª Delegacia (Tancredo Neves), responsável pela área, o ambiente ainda continua sendo usado pelos traficantes. “Eles permanecem entrando na área do terreiro através do muro que está sendo construído para embalar e distribuir drogas e dividir roubos”, conta.

Insegurança
Os usuários de crack, maconha e cocaína ameaçam os templos e moradias dos filhos-de-santo. Os frequentadores do terreiro contam que, no último ano, têm sido constantes os arrombamentos aos cerca de 130 imóveis existentes na área de 39 mil metros quadrados do terreiro, que foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Somente na última semana, foram invadidas as casas dedicadas a Iemanjá, Oxalá e Oxum. Nos imóveis erguidos para Iansã, Ogum e Omolu, foram arrancadas as inscrições com os nomes dos orixás, feitas de bronze. Já na última quarta-feira de dezembro, foi levado o cofre com oferendas depositadas por fiéis para Xangô. No mesmo dia, os ladrões invadiram a casa de Oxalá, de onde levaram um botijão de gás, depois de entrar pela janela e arrombar 28 portas dos filhos-de-santo.

“Moram cerca de cem famílias na área do terreiro. Os ladrões costumam entrar na casa quando ela está vazia, levam dinheiro, bagunçam tudo. Nas casas dos orixás, eles se aproveitam quando não tem ninguém”, conta o presidente do Conselho Civil da Sociedade Cruz Santa do Axé Opô Afonjá, Ribamar Daniel, que frequenta o terreiro há 20 anos. Ele contou ainda que o conselho do terreiro decidiu encaminhar ofícios aos Ministérios Públicos Federal, Estadual e Iphan, solicitando apoio e proteção ao terreiro.

Desrespeito
Além dos roubos, os usuários de drogas fazem das varandas dos imóveis dedicados aos orixás “rodas” para fumar maconha e fazer sexo. “Canso de ver gente fumando e transando aqui, na frente da casa de Oxóssi”, indigna-se um ogã que há 51 anos mora no terreiro.

A líder religiosa do terreiro, Mãe Stella, não acredita que as ações violentas contra o Ilê Axé Opô Afonjá estejam relacionadas com intolerância religiosa. “Isso é coisa de jovens levados pelo tráfico de drogas. Eles têm falta de amor próprio, só assim podem ter coragem de profanar um local sagrado. Não se consideram como gente”, reclamou.

fonte: Jorge Gauthier | Redação CORREIO

Cônsul do Haiti diz que a tragédia "está sendo boa" para país ficar conhecido


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Cônsul do Haiti diz que a tragédia "está sendo boa" para país ficar conhecido




George Samuel Antoine afirmou, em imagens mostradas em reportagem de TV, que o terremoto tem relação com as religiões africanas praticadas no Haiti
REDAÇÃO ÉPOCA
O cônsul do Haiti em São Paulo, George Samuel Antoine, afirmou que a tragédia em seu país "está sendo boa" para que os haitianos fiquem mais conhecidos no Brasil. O diplomata não sabia que estava sendo filmado. As imagens apareceram em reportagem do telejornal SBT Brasil, na noite de quinta-feira (14).

"A desgraça de lá está sendo uma boa pra gente aqui, fica conhecido", disse o cônsul. Antoine atribuiu o desastre em seu país a maldições: "Acho que de, tanto mexer com macumba, não sei o que é aquilo... O africano em si tem maldição. Todo lugar que tem africano lá tá f...".

A reportagem afirma que o cônsul tem mais de 100 parentes no Haiti e não obteve notícias deles até aquele momentos.

Depois de criticar as religiões africanas, Antoine aparece, durante a entrevista, segurando um terço. "Esse terço nós usamos porque dá energia positiva, acalma as pessoas. Como estou muito tenso, deprimido com o negócio do Haiti, a gente fica mexendo com vários para se acalmar", afirmou o cônsul. Na mesa, há outro terço além do que ele está segurando.

FONTE:http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI116294-15227,00-CONSUL+DO+HAITI+DIZ+QUE+A+TRAGEDIA+ESTA+SENDO+BOA+PARA+PAIS+FICAR+CONHECIDO.html
Postado por povo do santo às 11:39:00

Por que temer e julgar perigoso o crescimento evangélico? Em que isso nos atinge?



segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Por que temer e julgar perigoso o crescimento evangélico? Em que isso nos atinge?


Lá vou eu ser xingado de novo!… Mas não importa, tenho de falar. Vejam a foto aí do lado, os nomes que vou citar e, depois, os comentários. Guardem bem esses nomes: Edir Macedo(IURD), Silas Malafaia (Assembléias de Deus), Romildo R. Soares (Igreja Internacional da Graça de Deus), Valdomiro Santiago (Igreja Mundial do Poder de Deus), Estevam e Sônia Hernandes (Igreja Apóstólica Renascer em Cristo), Missionário David Miranda (Igreja Pentecostal "Deus é Amor", esta, com o maior templo evangélico do mundo, com capacidade para 60.000 pessoas, em São Paulo) para citar só alguns, dentre os mais poderosos.
Pois bem, segundo Edir Macedo e Silas Malafaia os evangélicos no Brasil, hoje, já seriam mais de 40 milhões (e não é de duvidar, a julgar pelo último censo do IBGE que, em 2000, já acusava a existência de 26,5 milhões). Não sou teólogo, nem futurólogo, nem matemático e nem estatístico. Mas não é preciso ser nada disso para prever que essa estimativa nada tem de absurda, estando muito próxima da verdade. Basta fazer uma conta simples, que me dei ao trabalho de fazer: se em 60 anos (período 1940-2000) os evangélicos cresceram 6 vezes ou 600% (de 2,6% para 15,41%), em 9,5 anos eles cresceriam 95%. Se aplicarmos este percentual aos números do censo de 2000, teríamos: 95% de 26,5 milhões, que daria 25,17 milhões, os quais, somados aos 26,5, dariam, hoje 51,67 milhões, isto, numa conta bem simplória. Portanto, não é exagero afirmar que eles possam ser mais de 40 milhões. Com a taxa percentual de crescimento progressivo estimada, ainda que descontados possíveis erros de não regularidade e/ou avaliação, é bem provável mesmo que eles já estejam beirando ou até ultrapassado os 40 milhões de fiéis.
Agora imaginem essa enorme massa sendo manobrada pelo líderes religiosos mencionados, com o objetivo de eleger um Presidente da República evangélico e mais algumas dezenas de deputados e senadores, fazendo também governadores em 1/3 das unidades federadas, mais prefeitos, deputados estaduais e vereadores… O que teríamos? Um país governado por evangélicos. Vocês já se imaginaram sendo governados por uma "tchurma" dessas? São todos especialistas em enganar, mentir e extorquir, sob a capa da legalidade. Alguns desses líderes maiores já foram presos e processados, quase sempre saindo ilesos, ou, quando não, pagando indenizações ridículas, que sequer chegam a abalar um dia do seu Caixa. Se em suas igrejas eles fazem isso, o que fariam com as finanças públicas do país? Sarney, Collor e Renan Calheiros perto deles seriam fichinhas.
Acham que estou "viajando"? Bem, se vocês acham a hipótese absurda, saibam que o Edir Macedo e o Silas Malafaia já fizeram pregações nesse sentido e começam a fazer a lavagem cerebral da cabeça dos fiéis, tudo com citações bíblicas (Deus quer o seu povo no poder). Até um livro chamado "Plano de Poder: Deus, os Cristãos e a Política" já foi lançado recentemente pelo Edir Macedo em parceria com Carlos Oliveira, diretor-presidente do jornal "Hoje em Dia", de Minas Gerais, onde o foco é exatamente este: os evangélicos no poder. E não duvidem, ainda mais se os evangélicos se unirem. Votos eles têm; dinheiro também; apoio, terão todos os que quiserem e puderem comprar. Para quem não acredita, basta olhar a capa do livro e a sinopse, leitura que recomendo fortemente.
Notem que a IURD e as pentecostais e neopentecostais têm ainda tanta força, pregando aquela desgastada "teologia da prosperidade", que nem mesmo as bombásticas e graves denúncias de extorsão e charlatanismo dos ex-pastores Caio Fábio e Mario Justino (este, em seu livro "Nos Bastidores do Reino") foram capazes de abalar suas estruturas ou provocar a debandada de fiéis. Muito pelo contrário: eles continuam aumentando e acreditando que as curas e a tal "prosperidade " vão chegar, como recompensa das suas contribuições e devoções. A única mudança significativa no panorama talvez seja a entrada no mercado - porque é mesmo "um mercado" - da concorrente "Igreja Mundial do Poder de Deus", do pastor Valdomiro Santiago (mais um dissidente da IURD) e que vem lhe fazendo forte concorrência, roubando uma parcela significativa de fiéis, não só da Universal, mas também da Internacional da Graça de Deus ( os nomes dos concorrentes da dissidência são todos parecidos, assim como as técnicas empregadas: Universal… de Deus, Internacional... de Deus, Mundial... de Deus). Para mim, toda essa picaretagem é crime ou, pelo menos, deveria ser. Mas se a lei não pune…
Por último, essa magistral declaração de Edir Macedo e com quem, mesmo condenando e criticando seus métodos, temos de concordar, por ser a absoluta expressão da verdade:
"A potencialidade numérica dos evangélicos como eleitores pode decidir qualquer pleito eletivo, tanto no Legislativo, quanto no Executivo, em qualquer que seja o escalão, municipal, estadual ou federal".
Edir é inteligente e já capitalizou essa força, sabendo o temor e respeito que impõe. Teria sido por isso, que o presidente Lula firmou um acordo (segunda foto, acima) anticonstitucional com a IURD, concedendo-lhe mais benesses, além das já previstas na CF? Algum político com um mínimo de sensatez se atreveria a ir contra os evangélicos? Previ isto em três das minhas matérias no blog "Debata, Desvende e Divulgue!". Pena que não tenha a mesma facilidade para prever os números que serão sorteados nas loterias…
Estão aí, a partir dos fatos e da declaração em grifo, lançadas inequivocamente as perigosas bases para uma militância evangélica político-partidária, que será muito maior até do que as do PT, porque composta de fanáticos religiosos robotizados, que acreditarão estar fazendo isso por "ordem de Deus", segredada aos pastores, bispos, apóstolos e missionários. Já chega ter de suportar Sarney, Collor, Renan Calheiros, Michel Temer e mais aquele bando de corruptos do Congresso (não estou falando de Pedro Simon, Cristovam Buarque, Suplicy e outras raras, mas honrosas exceções). Mas ter de submeter-se a outro bando que fará pior, dizendo estar roubando em nome de Deus e que até por isso terá a aprovação popular, como se fossem clones de um Robin Hood ungido?!… É ou não é de dar medo?
Fontes: IBGE (Censo Demográfico 2.000), CACP - Centro Apologético Cristão de Pesquisas, World Christian Database (arquivos VEJA), Editora Thomas Nelson Brasil /http://debatadesvendeedivulgue.com/blog/?cat=8