quinta-feira, 1 de março de 2012
Gallo: azeite terá anúncio julgado pelo Conar
São Paulo - Uma peça publicitária do azeite Gallo deve ser julgada pelo Conar, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, por estar supostamente promovendo racismo.
O processo, aberto em novembro de 2011, foi motivado pela denúncia de um consumidor ao órgão.
O caso, segundo a assessoria de imprensa do Conar, deve entrar nas discussões da reunião do dia 8 de março. A data é uma previsão, já que a agenda pode ser alterada até lá.
A criação do anúncio é da agência AlmapBBDO.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
SP - Evangélicos protestam contra estátua de Yemanjá
Foto ilustração
28.02.12
Um projeto de um vereador de São Vicente deseja construir uma imagem com mais de 2 metros para homenagear a "Mãe das Águas"
Evangélicos da cidade de São Vicente, litoral de São Paulo, se reuniram no último dia 15 de fevereiro, para protestar contra a instalação de uma estátua da Yemanjá na Praia do Itararé. Os manifestantes alegam que a escultura, custeada pela prefeitura, é inconstitucional. A instalação da estátua que homenageia aquela que é considerada como a “Mãe das Águas” é uma proposta apresentada pelo vereador Hilton Macedo (PSB) que assim que foi divulgada gerou muita polêmica. De um lado cristãos, em sua maioria evangélicos, que não apoiam a ideia de outras pessoas que aceitam e torcem para que Yemanjá receba a homenagem em uma das praias principais da cidade.
O pastor Izaías Lopes, da Associação Amigos Pastores de São Vicente, explicou que o protesto não tinha intenção de tirar a liberdade de culto, mas de demonstrar a democracia. “O culto deve ser exercido em locais apropriados. A praia não é o local. Além de haver um impacto ambiental devido às oferendas que serão deixadas na areia”, diz Lopes. O protesto dos evangélicos deixou os representantes de religiões afro-brasileiras da Baixada Santista indignados. Eles se sentiram vítimas de preconceito e alegam que a Constituição Federal prevê a liberdade religiosa.
O presidente do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial, Valter Guerreiro, que também é ministro religioso e Pai-de-Santo, classifica o ato dos evangélicos como intolerância religiosa. “Isso chega a ser um crime. Não vamos ficar parados assistindo uma cultura milenar ser tratada com preconceito”, disse. Quem também criticou a manifestação dos evangélicos foi o diretor-presidente da Federação Nacional da Religião Orixá, Gladston Bispo. “Estou muito machucado e constrangido com mais esse ato de violência ao longo dos tempos”, diz.
Em uma das faixas erguida pelos evangélicos durante o protesto estava escrito: “Não somos contra a liberdade de culto, mas contra a institucionalidade de estátuas!”. O fato é bastante curioso, uma vez que em outras cidades diversos vereadores pedem a retirada de elementos religiosos de locais públicos, em São Vicente a prefeitura planeja construir uma estátua de 2,30 metros de altura e 1,05 metro de largura para homenagear a entidade.
Muitas outras cidades brasileiras possuem uma estátua de Iemanjá, inclusive Praia Grande (também litoral de São Paulo), que foi visitada por mais de 30 mil pessoas nas festas de final de ano.
Fonte: Jornal A Tribuna
Estudo revela novos indícios sobre a ressurreição de Jesus Cristo
Reprodução
"Também foi achada uma inscrição grega que faz referência à ressurreição"
SÃO PAULO - Segundo informou a agência Efe, um grupo de arqueólogos e especialistas em assuntos religiosos apresentou em Nova York as conclusões de uma pesquisa que apresenta indícios da ressurreição de Jesus a partir de um túmulo localizado em Jerusalém há três décadas.
'Até agora me parecia impossível que tivessem aparecido túmulos desse tempo com provas confiáveis da ressurreição de Jesus ou com imagens do profeta Jonas, mas essas evidências são claras', afirmou nesta terça-feira à Agência Efe o professor James Tabor, diretor do departamento de estudos religiosos da Universidade da Carolina do Norte, um dos responsáveis pela pesquisa.
O túmulo em questão foi descoberto em 1981 durante as obras de construção de um prédio no bairro de Talpiot, situado a menos de quatro quilômetros da Cidade Antiga de Jerusalém. Um ano antes, neste mesmo lugar, foi encontrado um túmulo que muitos acreditam ser de Jesus e sua família.
Ao lado do professor de Arqueologia Rami Arav, da Universidade de Nebraska, e do cineasta canadense de origem judaica Simcha Jacobovici, Tabor conseguiu uma permissão da Autoridade de Antiguidades de Israel para escavar o local entre 2009 e 2010.
Em uma das ossadas encontradas, que os especialistas situam em torno do ano 60 d.C., é possível ver a imagem de um grande peixe com uma figura humana na boca, que, segundo os pesquisadores, seria uma representação que evoca a passagem bíblica do profeta Jonas.
A pesquisa, realizada com uma equipe de câmeras de alta tecnologia, também descobriu uma inscrição grega que faz referência à ressurreição de Jesus, detalhou à Agência Efe o professor Tabor, que acrescentou que essa prova pode ter sido realizada 'por alguns dos primeiros seguidores de Jesus'.
'Nossa equipe se aproximou do túmulo com certa incredulidade, mas os indícios que encontramos são tão evidentes que nos obrigaram a revisar todas as nossas presunções anteriores', acrescentou o especialista, que acaba de publicar um livro com todas as conclusões de sua pesquisa, 'The Jesus Discovery'.
O professor reconhece que suas conclusões são 'controversas' e que vão causar certo repúdio entre os 'fundamentalistas religiosos', enquanto outros acadêmicos seguirão duvidando das evidências arqueológicas da cristandade.
Anteriormente, essa mesma equipe de pesquisadores participou do documentário 'O Túmulo Secreto de Jesus', produzido pelo cineasta James Cameron. Na obra, os arqueólogos encontraram dez caixões que asseguram pertencer a Jesus e sua família, incluindo Virgem Maria, Maria Madalena e um suposto filho de Jesus.
Segundo o documentário, as ossadas encontradas supostamente apresentavam inscrições correspondentes às identidades de Jesus e sua família, o que acaba reforçando a versão apresentada no livro 'O Código da Vinci', de Dan Brown, o mesmo que indica que Jesus foi casado com Maria Madalena e que ambos teriam tido um filho juntos.
Por estadão.com.br, estadao.com.br, Atualizado: 29/2/2012 14:53
domingo, 26 de fevereiro de 2012
O cantador Humberto do Maracanã. Rafael Lage
Vida de cantador: Humberto do Maracanã
JULIO DE PAULA | 22.06.2010
Palmeiras balançam no Maracanã. O maracá de prata do Guriatã comanda o Batalhão de Ouro. No encalço do boi, a comunidade pulsa no sotaque da matraca.
Maracanã é bairro da zona rural de São Luís que mantém viva (e crescente) a tradição do bumba-meu-boi de matraca – ou sotaque da ilha. O Boi de Maracanã figura ao lado do Boi da Maioba como os dois maiores brinquedos do Maranhão.
Nascido em 1939, Humberto Barbosa Mendes tem o hábito do boi desde menino. Figura emblemática, iniciou-se como compositor e intérprete de toadas aos 12 anos de idade. Aos 34, tornou-se Cantador Humberto do Maracanã. Hoje é reconhecido pelo Ministério da Cultura como Mestre em Cultura Popular e um dos maiores divulgadores da tradição musical maranhense.
Cantador Humberto pertence à Velha Escola do Boi. Tem acompanhado a evolução da brincadeira – ou se adaptado aos novos tempos. De auto proibido (que se viu resguardado nas periferias de São Luís), ao atual fenômeno de turismo, os cinco sotaques do boi – matraca, orquestra, zabumba, costa de mão e pandeirões – correm soltos por ocasião dos festejos do mês de junho.
“O boi no Maranhão é secular, sempre existiu. Desde uns 20 anos pra cá, ele se desenvolveu bastante. Tem muitos grupos hoje”, diz Humberto em entrevista ao programa Veredas gravada no dia 16 de março de 2004, ocasião em que esteve em São Paulo como convidado do projeto Turista Aprendiz, do grupo A Barca.
Cantador Humberto é o Guriatã, porta-voz do boiato, sinônimo do lugar. A lira do cantador é seu maracá de prata. A toada nasce na boca do amo e cresce forte no batalhão, gigante como as árvores do quintal.
“O brasileiro, em alegria, sátira, sentimentalismo, piedade, justiça e arbítrio, samba e oração, está reunido no Bumba-meu-boi”. (Cascudo)
Maracanã é bairro da zona rural de São Luís que mantém viva (e crescente) a tradição do bumba-meu-boi de matraca – ou sotaque da ilha. O Boi de Maracanã figura ao lado do Boi da Maioba como os dois maiores brinquedos do Maranhão.
Nascido em 1939, Humberto Barbosa Mendes tem o hábito do boi desde menino. Figura emblemática, iniciou-se como compositor e intérprete de toadas aos 12 anos de idade. Aos 34, tornou-se Cantador Humberto do Maracanã. Hoje é reconhecido pelo Ministério da Cultura como Mestre em Cultura Popular e um dos maiores divulgadores da tradição musical maranhense.
Cantador Humberto pertence à Velha Escola do Boi. Tem acompanhado a evolução da brincadeira – ou se adaptado aos novos tempos. De auto proibido (que se viu resguardado nas periferias de São Luís), ao atual fenômeno de turismo, os cinco sotaques do boi – matraca, orquestra, zabumba, costa de mão e pandeirões – correm soltos por ocasião dos festejos do mês de junho.
“O boi no Maranhão é secular, sempre existiu. Desde uns 20 anos pra cá, ele se desenvolveu bastante. Tem muitos grupos hoje”, diz Humberto em entrevista ao programa Veredas gravada no dia 16 de março de 2004, ocasião em que esteve em São Paulo como convidado do projeto Turista Aprendiz, do grupo A Barca.
Cantador Humberto é o Guriatã, porta-voz do boiato, sinônimo do lugar. A lira do cantador é seu maracá de prata. A toada nasce na boca do amo e cresce forte no batalhão, gigante como as árvores do quintal.
“O brasileiro, em alegria, sátira, sentimentalismo, piedade, justiça e arbítrio, samba e oração, está reunido no Bumba-meu-boi”. (Cascudo)
"cura" da homossexualidade gera pedido de ação por parte do MP contra igreja evangélica ABGLT SOLICITA AO MINISTERIO PUBLICO TOMADA DE MEDIDAS CABIVEIS SOBRE POSSIVEL PRATICA CHARLATANISMO |
2012-02-24 11:30:28
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ABGLT solicita ao Ministério Público tomada de medidas cabíveis sobre possível prática do charlatanismo na suposta "cura" da homossexualidade:
Ofício PR 022/2012 (TR/dh) Curitiba, 24 de fevereiro de 2012 "cura" da homossexualidade Ao: Exmo. Sr. Jefferson Aparecido Dias Procurador Regional dos Direitos do Cidadão – PR/SP Procuradoria da República em São Paulo Rua Peixoto Gomide, 762/768 São Paulo-SP 01409-904 jadias@prsp.mpf.gov.br Assunto: Solicitação de tomada de medidas cabíveis Senhor Procurador, A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT, foi criada em 31 de janeiro de 1995 com 31 grupos fundadores. Hoje a ABGLT é uma rede nacional com 257 organizações afiliadas. Sua missão é Promover ações que garantam a cidadania e os direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, contribuindo para a construção de uma sociedade democrática, na qual nenhuma pessoa seja submetida a quaisquer formas de discriminação, coerção e violência, em razão de suas orientações sexuais e identidades de gênero. Neste sentido, participamos ativamente das chamadas “redes sociais”, por meio das quais recebemos diariamente diversas informações das mais variadas fontes. Ocorre que circulou recentemente nas referidas redes o vídeo disponível no seguinte link http://www.youtube.com/watch?v=utRxkhgRecI&feature=player_embedded que mostra a suposta “libertação” de um rapaz da homossexualidade, por integrantes de uma igreja evangélica. A ABGLT e suas 257 organizações afiliadas respeitam o Art. 5º, inciso VI, da Constituição Federal, que estabelece que “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”. Porém, por outro lado, em 17 de maio de 1990, a Assembleia Mundial da Saúde determinou que a homossexualidade não é doença, resultando em sua retirada da Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde. Portanto, parece-nos que o vídeo em questão, assim como vários outros disponíveis na internet com conteúdos parecidos, é uma prova cabal da prática do charlatanismo, uma vez que divulga publicamente a suposta “cura” de uma condição que não é doença, além de disseminar a demonização e manifesta intolerância da homossexualidade. Assim, vimos por meio deste requerer a tomada das medidas cabíveis, visando salvaguardar os direitos humanos e a dignidade das pessoas homossexuais. Na expectativa de sermos atendidos, estamos à disposição. Atenciosamente Toni Reis Presidente |
Superpopulação Carcerária, Por Dráuzio Varella
O lema "lugar de bandido é na cadeia" é vazio e demagógico. Não temos prisões suficientes
As fábricas de ladrões e traficantes jogam mais profissionais no mercado do que sonha nossa vã pretensão de aprisioná-los.
Levantamento produzido pela Folha, com base nos censos realizados nas 150 penitenciárias e nas 171 cadeias públicas e delegacias de polícia, mostra que o Estado de São Paulo precisaria construir imediatamente mais 93 penitenciárias, apenas para reduzir a superlotação atual e retirar os presos detidos em delegacias e cadeias impróprias para funcionar como presídios.
Para Lourival Gomes, o atual secretário da Administração Penitenciária, cuja carreira acompanho desde os tempos do Carandiru, profissional a quem não faltam credenciais técnicas e a experiência que os anos trazem, o problema da falta de vagas não será resolvido com a construção de prisões.
Tem razão, é guerra perdida: no mês passado, o sistema prisional paulista recebeu a média diária de 121 novos detentos, enquanto foram libertados apenas 100. Ficaram encarcerados 21 a mais todos os dias.
Como os presídios novos têm capacidade para albergar 768 detentos, seria necessário construir mais um a cada 36 dias, ou seja, 10 por ano.
Esse cálculo não leva em conta o aprimoramento técnico da polícia. Segundo o mesmo levantamento, a taxa de encarceramento, que há oito meses era de 413 pessoas para cada 100 mil habitantes, aumentou para 444. Se a PM e a Polícia Civil conseguissem prender marginais com a eficiência dos policiais americanos (743 para cada 100 mil habitantes), seria preciso construir uma penitenciária a cada 21 dias.
Agora, analisemos as despesas. A construção de uma cadeia consome R$ 37 milhões, o que dá perto de R$ 48 mil por vaga. Para criar uma única vaga gastamos mais da metade do valor de uma casa popular com sala, cozinha, banheiro e dois quartos, por meio da qual é possível retirar uma família da favela.
Esse custo, no entanto, é irrisório quando comparado aos de manutenção. Quantos funcionários públicos há que contratar para cumprir os três turnos diários? Quanto sai por mês fornecer três refeições por dia? E as contas de luz, água, material de limpeza, transporte, assistência médica, jurídica e os gastos envolvidos na administração?
Não sejamos ridículos, caro leitor. Se nossa polícia fosse bem paga, treinada e aparelhada de modo a mandar para atrás das grades todos os bandidos que nos infernizam nas ruas, estaríamos em maus lençóis. Os recursos para mantê-los viriam do aumento dos impostos? Dos cortes nos orçamentos da educação e da saúde?
Então, o que fazer? É preciso agir em duas frentes. A primeira é tornar a Justiça mais ágil, de modo a aplicar penas alternativas e facilitar a progressão para o regime semiaberto, no caso dos que não oferecem perigo à sociedade, e colocar em liberdade os que já pagaram por seus crimes, mas que não têm recursos para contratar advogado.
A segunda, muito mais trabalhosa, envolve a prevenção. Sem diminuir a produção das fábricas de bandidos, jamais haverá paz nas ruas. Na periferia de nossas cidades, milhões de crianças e adolescentes vivem em condições de risco para a violência. São tantas que é de estranhar o pequeno número que envereda pelo crime.
Nossa única saída é oferecer-lhes qualificação profissional e trabalho decente, antes que sejam cooptados pelos marginais para trabalhar em regime de semiescravidão.
Há iniciativas bem-sucedidas nessa área, mas o número é tímido diante das proporções da tragédia social. É necessário um grande esforço nacional que envolva as diversas esferas governamentais e mobilize a sociedade inteira.
Como parte dessa mobilização, é fundamental levar o planejamento familiar para os estratos sociais mais desfavorecidos. Negar-lhes o acesso à lei federal que lhes dá direito ao controle da fertilidade é a violência mais torpe que a sociedade brasileira comete contra a mulher pobre.
O lema "lugar de bandido é na cadeia" é vazio e demagógico. Não temos nem teremos prisões suficientes. Reduzir a população carcerária é imperativo urgente. Não cabe discutir se estamos a favor ou contra, não existe alternativa. Empilhar homens em espaços cada vez mais exíguos, não é mera questão de direitos humanos, é um perigo que ameaça todos nós. Um dia eles voltarão para as ruas.
Reprodução do blog Luiz Fernando Pereira Neto
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