terça-feira, 15 de maio de 2018

Mantida suspensão da oração do Pai Nosso nas escolas públicas de Barra Mansa
Notícia publicada por Assessoria de Imprensa em 09/05/2018 15:32







O desembargador da 19ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) Ferdinaldo do Nascimento confirmou a liminar que obriga o Município de Barra Mansa, no Sul Fluminense, a suspender a entoação da Oração do Pai Nosso nas escolas da rede pública municipal. O magistrado destacou que o Estado brasileiro é laico e considerou que a prática viola a liberdade religiosa dos estudantes que estão em desenvolvimento de aprendizagem. A liminar fixou multa diária de R$10 mil por cada descumprimento da ordem.
De acordo com o magistrado, a prova documental juntada ao processo aponta inexistência de perigo de irreversibilidade dos efeitos da decisão.  
“O Estado não pode fomentar segregações religiosas, separatismos, discórdias, preconceitos, como se aquelas crianças que permanecerem no local e rezarem o Pai Nosso fizessem mais parte da Escola, ou estivessem mais adaptados e aptos a ela, do que aqueles que optaram por não fazê-lo”, escreveu o relator ao destacar que as provas confirmam a versão apresentada pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (SEPE/RJ).
Processo n°0068944-59.2017.8.19.0000
SV/AB

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Padre que pediu foto de jovem para 'quebrar maldição' é preso em SC


Padre que pediu foto de jovem para 'quebrar maldição' é preso em SC

Marcones foi preso no domingo (8), quando chegava para presidir um culto em uma igreja de Balneário Camboriú, litoral norte de Santa Catarina

Padre que pediu foto de jovem para 'quebrar maldição' é preso em SC
Notícias ao Minuto Brasil
Há 22 Horas por Notícias Ao Minuto
Justiça pedofilia
O bispo evangélico Marcones dos Santos Pereira, de 47 anos, preso suspeito de abusar sexualmente de uma adolescente de 13 anos, havia pedido fotos da jovem nua alegando que iria "quebrar uma maldição" contra a vítima. A Polícia Civil divulgou mensagens que mostram que o relegioso pedia que a adolescente confiasse nele e afirmava que as imagens eram um pedido "dos anjos".

“Preciso proteger você. Você tem que confiar em mim e fazer o que eu te pedir. (...) Tenho que pegar uma foto sua para quebrar esta maldição que ele deixou em você. É uma foto do seu corpo todo, os anjos que pediram. Assim que quebrar [a maldição], eu apago”, escreve o pastor.Segundo destaca o G1, Marcones foi preso no domingo (8), quando chegava para presidir um culto em uma igreja de Balneário Camboriú, litoral norte de Santa Catarina. No entanto, o crime aconteceu em Cristalina, no Entorno do Distrito Federal. A Justiça de Goiás expediu o mandado de prisão após pedido da delegacia de Polícia Civil da cidade, que recebeu denúncia da mãe da
adolescente.
O bispo era investigado desde fevereiro deste ano. A mãe da menor revelou que a filha conheceu o religioso em junho de 2017, quando ele chegou a Cristalina para presidir o culto. Desde então, ele trocava mensagens com a adolescente.
O delegado responsável pelo caso informou que o pastor não era ligado a nenhuma igreja, e atuava fazendo pregações em diferentes instituições. O bispo costumava participar de eventos religiosos em Goiás, Distrito Federal, outros estados e até mesmo no exterior.
Marcones está preso em Santa Catarina e deve ser transferido para Goiás, em no máximo 10 dias. Ele vai responder por exploração sexual de menores e pedofilia.

sexta-feira, 30 de março de 2018



A empresa e o esquema eram comandados por um pastor da Assembleia de Deus conhecido como José Caitano Neto -não é possível saber se esse é seu nome verdadeiro porque ele possui mais de uma identidade. A igreja evangélica, que a princípio não tem relação direta com os crimes, disse que não comenta casos particulares.
O advogado do pastor, Ademir Sérgio dos Santos, afirmou em nota que as denúncias são falsas, que não foram encontrados indícios de irregularidade no local e que "trata-se de prisão arbitrária". Antes de ser preso, Caitano Neto disse à reportagem que o responsável pela venda dos documentos era um ex-funcionário, já demitido (leia abaixo).
ASSINATURAS FALSAS
Para fazer os diplomas, ele usava assinaturas e históricos escolares falsos. Os documentos, por exemplo, emitidos em nome da Facel (Faculdade de Administração, Ciências, Educação e Letras) e da Spei (Sociedade Paranaense de Ensino e Informática) são assinados pela secretária geral Josefa Ambrósio Mourão e o diretor geral Saulo Gomes Pena.
No entanto, ambos nunca foram vistos por funcionários nas duas faculdades, em Curitiba, nem na sede da Digamma em São Paulo. Quem fazia as assinaturas era o próprio Caitano Neto, como indicam fotos obtidas pela reportagem.
As outras seis instituições que o grupo detém são: Afirmativo (Fafi), Fatesf (Faculdade São Francisco), Fama (Faculdade Educacional de Matelândia), Ação, Fasvipa (Faculdade São Vicente de Pão de Açúcar) e EBS (Faculdade Estação).
As oito faculdades estão espalhadas por cinco estados (PR, SC, MT, RO e AL) e realmente existem. Têm cursos de graduação e pós-graduação registrados no MEC, porém algumas delas estão em estado de abandono desde que a Digamma as comprou, entre 2015 e 2017.
A suspeita é de que Caitano as comprava para pegar o dinheiro em caixa e emitir os diplomas falsos, atrasando o pagamento de contas e funcionários.
Nos emails, parte dos diplomas falsos é encomendada por um homem chamado Leonardo Pujatti. Em uma das mensagens, em setembro de 2017, ele diz: "Prezado Caitano, diploma de administração para esta aluna. Ela não terminou o ensino médio. Precisa fazer do ensino médio também".
Não é a primeira vez que Caitano Neto e Pujatti são suspeitos de atuar juntos. Ambos são investigados pelo caso de uma instituição chamada FTB (Faculdades Integradas da Terra de Brasília), descredenciada pelo MEC em 2011 após suspeita de venda de mais de 600 diplomas.
Antes da prisão dos suspeitos, Pujatti afirmou à reportagem por email que conhece José Caitano Neto, mas "não tem relação com diplomas" e está "apenas repassando e-mails". Também negou ter qualquer relação com o caso da FTB. A polícia não informou se ele está entre os detidos.
O PASTOR
Na Justiça Federal, Caitano Neto já é réu ao menos desde 2002. Existem contra ele diversos processos em estados como Goiás, São Paulo, Pará e Distrito Federal. Ao menos quatro são por estelionato ou uso de documento falso.
Em 2007, por exemplo, ele apresentou uma carteira fictícia do Cremesp (Conselho Regional de Medicina de SP) para tentar obter benefícios do INSS a uma mulher. Mesmo tendo sido condenado em primeira instância a prestar serviços comunitários em 2016, ele ainda se identifica como pediatra a conhecidos e no site de sua empresa.
Hoje ele tem ao menos dois RGs, um no nome de José Caitano Neto, que teria nascido em Palmeirais (PI), e outro como Caitano Eleazar Neto, natural de Embu Guaçu (SP).
Além do imóvel em Itaim Paulista de onde o pastor comandava o esquema, a Digamma funcionava em outras duas casas na zona leste de SP e tinha cerca de 2.300 funcionários no país, segundo o próprio dono da empresa.
A reportagem apurou que parte dos empregados da empresa e das faculdades não sabia das atividades ilegais e irregulares praticadas.
Teoricamente, uma das funções do grupo era achar entidades parceiras (institutos, escritórios etc.) para fazer a venda dos cursos a distância das faculdades para alunos que moram em áreas distantes -o que é permitido.
Há suspeitas, porém, de terceirização da educação superior, ou seja, de que as faculdades estivessem delegando a responsabilidade pelas aulas a terceiros não credenciados pelo Ministério da Educação -o que é irregular.
A faculdade Afirmativo, por exemplo, que fica em Cuiabá, já estava sendo investigada pelo MEC por oferta irregular de ensino em várias regiões do país, segundo o órgão. Uma medida cautelar (preventiva) de julho de 2017 determinou a interrupção imediata de práticas como a terceirização e os "cursos livres equivocadamente caracterizados como de extensão".
Outras três instituições do grupo -a Facel, a Fama e a Spei- também são alvo de processos administrativos, mas ainda em etapa inicial. O MEC disse que só pode fornecer informações após o fim das ações. O órgão ressaltou que atua "apenas no âmbito educacional" e que "não tem poder punitivo ou de polícia para investigações de crimes".
Segundo a Polícia Civil, os suspeitos responderão por falsificação de documento, associação criminosa, falsidade ideológica, uso de documento falso, exercício ilegal da profissão, crime contra relações de consumo e por promover, constituir, financiar ou integrar organização criminosa.
OUTRO LADO
A defesa de José Caitano Neto afirmou, por meio de nota, que a denúncia é falsa e partiu de um ex-funcionário que tentava "se livrar" de uma acusação de desvio nos cofres do Grupo Digamma Educacional, registrada pelo chefe no 22º DP na semana passada.
Segundo o advogado Ademir Sérgio dos Santos, os documentos apreendidos nos escritórios do grupo são verdadeiros e foram esclarecidos à polícia. "Os fatos foram apurados de forma genérica sem sequer um resultado pericial que atestasse qualquer falsidade. [...] Trata-se de prisão arbitrária que com certeza será revogada de imediato pelo Judiciário", declarou.
Antes de ser preso, José Caitano Neto havia afirmado à reportagem que o responsável pela venda de diplomas em nome de suas faculdades também era um ex-funcionário, que já havia sido demitido.
Segundo o pastor, o antigo empregado agiu "de má-fé com acordos obscuros com outras instituições, onde o mesmo falsificava assinaturas para a liberação de diplomas", disse ele na ocasião por email.
O funcionário teria continuado a falsificar documentos em nome da Facel mesmo após sua demissão, em meados de 2016. No entanto, os pedidos de diplomas falsos obtidos pela reportagem foram todos feitos em emails internos da empresa enviados no segundo semestre de 2017, portanto não poderiam ter sido acessados pelo ex-colaborador.
Em uma dessas mensagens, o próprio Caitano Neto responde que um diploma de administração custa R$ 15 mil. Quanto a isso, o pastor também declarou ter sido alvo de invasão de ex-funcionários.
Pessoas que trabalhavam no departamento de tecnologia da informação, disse ele, invadiram a rede de dados para prejudicar a direção do grupo. Segundo o pastor, elas já haviam sido flagradas tentando produzir provas contra os dirigentes.
"Infelizmente algumas pessoas não se satisfazem com seus salários e, por uma questão de índole, cometem certas atrocidades com bens alheios", afirmou.
Caitano Neto havia declarado ainda que "não tem consistência" a informação de que ele falsificava as assinaturas dos diretores das faculdades e que é falsa a constatação de que ele tem dois RGs. "Já houve caso de falsificação [de identidade] mas já foi denunciado, utilizados por ex-funcionários."
Questionado sobre seu número de registro de médico no Cremesp, ele declarou que o credenciamento foi cancelado após sua "opção de mudar de ramo, de médico para empresário". Seu nome não consta como ativo nem inativo no sistema do órgão e ele não respondeu em qual faculdade se formou.
Sobre os processos administrativos que quatro das oito faculdades do Grupo Digamma sofrem no Ministério da Educação, ele responsabiliza as administrações anteriores. "Não estavam explícitos quando elas foram adquiridas. Com respeito a cláusulas confidenciais não podemos relatar nem detalhar a respeito, o que nos cabe é somente a regularização." 
Com informações da Folhapress.

domingo, 25 de março de 2018


São José dos Pinhais

Só a fé salva!

81
Um incêndio destruiu uma casa que ficava no mesmo terreno em que um terreiro de umbanda e candomblé, na tarde desta segunda-feira (25), em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O local teria queimado por completo, mas, por incrível que pareça, a única parte que ficou intacta foi o quarto em que estavam guardados os santos dos orixás.
O incêndio começou por volta das 13h, na Rua Floresta, bairro Ouro Fino. “Eu estava em casa sozinha, fiz almoço e saí para ajeitar as coisas do lado de fora da casa. Nisso ouvi uns estalos e vi que o quarto da minha filha estava pegando fogo”, contou Célia Maria Carneiro.
Foto: Gerson Klaina.
Foto: Gerson Klaina.
A mulher contou que tentou correr e apagar o fogo, mas não deu tempo. “Foi muito rápido. Parece coisa de outro mundo. Não deu tempo de fazer nada e o fogo já tinha tomado a casa toda”.
Os bombeiros chegaram e precisaram agir de uma forma rápida para evitar que o incêndio atingisse as casas vizinhas. “O fogo estava muito alto mesmo. Tentamos salvar o que conseguimos, mas a parte residencial do terreno queimou por completo”, explicou o tenente Hunzicker.
Depois que os bombeiros liberaram para que a família entrasse no terreno, que pertence à filha de Célia, os moradores se surpreenderam com o que viram. “A única parte da casa que ficou intacta é o quarto de Exu. Os santos não se queimaram, a cadeira que usamos não sofreu nada. Isso é a resposta que precisávamos para termos força de seguir em frente”, disse Allan Roberto da Cunha, 21 anos, neto da mulher e filho da dona do local.
Segundo o rapaz, a família sofre o mesmo preconceito que pessoas de outras religiões não tão conhecidas vem sofrendo no país. “As pessoas costumam duvidar da nossa fé ou nos apontar os dedos como se estivéssemos errados, mas nossos orixás estão vivos e nos mostraram isso”, desabafou.
Foto: Gerson Klaina.
Foto: Gerson Klaina.

Suspeita de crime

Allan foi categórico em dizer que não acredita que o incêndio tenha sido um acidente. “Não tenho dúvidas de que foi criminoso. Isso tudo por preconceito. Já tínhamos sofrido um ataque antes, mas percebemos em tempo e não aconteceu nada”, contou.
Foto: Gerson Klaina.
Foto: Gerson Klaina.
Para o rapaz, se houvesse pelo menos respeito às diferenças, nada disso teria acontecido. “Sofremos opressão por causa da nossa religião, por termos natureza africana. Mas isso não vai fazer a gente desistir. Vamos seguir em frente e reerguer tudo isso”.
O tenente do Corpo de Bombeiros explicou que somente a perícia do Instituto de Criminalística vai poder apontar o que aconteceu. “Encontramos várias velas nos cômodos da casa, mas nos disseram que no quarto que começou o incêndio não tinha vela. Agora cabe à polícia apurar isso”, comentou Hunzicker.

Ajuda bem-vinda

Célia disse que não vai desistir e que pretende se reerguer. “Conto com a ajuda de quem quiser nos ajudar, com qualquer coisa. Sabemos que não vai ser fácil, mas não vamos desistir”. O telefone para contato é o (41) 99788-0863.