sexta-feira, 22 de setembro de 2017

sábado, 16 de setembro de 2017

Mãe de Santo vai tirar filhos do país após terreiro atacado

Terreiro de Lúcia de oxum seria 32º atacado este ano apenas na região metropolitana do Rio

Mãe de Santo vai tirar filhos do país após terreiro atacado
Notícias ao Minuto Brasil
Há 5 Horas por Notícias Ao Minuto
Justiça Por medo
A mãe de Santo Iya Lúcia de oxum afirmou disse que terá que retirar seus filhos do país, depois de ter seu terreiro atacado por homens armados em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, durante a última semana. Este seria o 32º terreiro de umbanda e candomblé atacado desde o começo deste ano apenas na região metropolitana do Rio de Janeiro, segundo informações do jornal Extra. Somente em Nova Iguaçu foram registrados oito casos, sob investigação da 58ª DP (Posse).
Em geral, os ataques se deram por meio de homens armados que invadiram os locais e obrigaram mães e filhos de santo a destruírem objetos religiosos. Algumas ações chegaram a ser filmadas e divulgadas nas redes sociais.
+ Traficantes evangélicos obrigam mãe de santo a destruir terreiro
Lúcia de oxum revelou pensar em tomar a mesma providência e mudar para o exterior. Tal revelação teria sido feita nesta sexta-feira (15), durante reunião em que dez representantes de religiões de matrizes africanas solicitaram o apoio do Ministério Público Federal (MPF) para solucionar os ataques contra a rede de religiões afrobrasileira.

Traficantes do Rio obrigam Mãe de santo a quebrar seu terreiro

terça-feira, 12 de setembro de 2017

JOÃO BATISTA DE AYRÁ - DOUTRINA DE ENCANTARIA GÊGE NAGÔ DO TAMBOR DE MINA.

Caros internautas,atendendo à  inúmeros pedidos passarei doravante a passar alguns encantamento (feitiços) ligado a ao meu segmento afro brasileiro.
feitiço para se livrar de um inimigo:
Em primeiro, lugar, é necessário que vc tenha certeza que se trata de inimigo verdadeiro,que quer ver a sua destruição, não adianta fazer contra um inocente:
ingredientes:
1- um ovo de pata podre (goro
2- todo e qualquer tipo de pó de destruição encontrado no mercado.
3- 7 qualidades de pimenta: pimenta da costa; pimenta malagueta e outras cinco qualidades de pimenta(todas devem ser socadas juntas, fazendo uma pasta homogênea), e misturadas aos pós de destruição
4- um pedaço de carvão, com o qual vc vai escrever o nome do indigitado inimigo no ovo;
5) vai fabricar uma bolsinha de morim preto, costurando as laterais com uma agulha com linha nas cores preta e roxo (preta simbolizando a escuridão da incerteza que reina no balé de Oyiá,e o roxo que simboliza a morte.
6- a sacola preta deve ser feita uma bainha e por dentro dela passar um fio de palha da costa trançado em três pernas, e depois com todos os ingredientes dentro, amarrar com sete nós.
7- lembrando que dentro da sacola de morim devem ser colocados o ovo, as pimentas socadas, os pós de destruição.
8- colocar também escrito em um papel sem pauta com lápis, o nome do indigitado inimigo, sete vezes embaralhado, e colocado também dentro da sacola.
8- local onde deve ser despachado o  ebó:
em uma lixeira, próxima a uma ribanceira.

Encantamento (efó).

Deve ser recitado no ato do despacho o seguinte encantamento:

"pela força e poder da Dona Maria Molamo da lixeira e dos seus comandados, em conjunto com as forças das feitiçeiras da noite, e na força dos sete mil diabos , que fulano (nome do inimigo), seja destruído de corpo e alma, e que antes do seu perecimento final, ele role pelas estradas assim como rolam as folhas secas , e que ele não tenha teto, amigos, e que a insalubridade do tempo seja o seu lar, seja o seu teto, até a sua morte, em nome do fogo, das águas turbulentas da rainha Oxum e de todos os elementares da natureza, assim seja.

Obs: não esquecer que todo lugar tem um dono: antes de fazer o despacho arriar uma garrafa de "otim funfun" (caçhaça), um charuto, que deve ser aceso, e posto em cima da garrafa aberta, e uma caixa de fósforo entre aberta, pedindo licença ao dono do lugar.

obs2: acender uma vela para o seu anjo de guarda antes de sair de casa, lembrando das cautelas, que se deve ter ao deixar vela acesa em casa, sempre um um copo de vidro com fundo de alumínio, e em um lugar alto longe de material de fácil combustão. 

Obs3: após a conclusão, conforme o grau de sua fé, é só aguardar o resultado.
E não se esqueçam, quem não se cuida é cuidado! 

Contatos: João Batista de Ayrá - advogado - jornalista- voduno/babalorixá do tambor de mina do Maranhão.
contatos: palestras e orientações espirituais: WaatsApp (21) 99136-4780 - E. Mail: drjbayra@.com 
Axé!

Museu da escravidão e da liberdade.




Siro Darlan de Oliveira, desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e membro da Associação Juízes para a democracia.



Há mais de cem anos foi abolida a escravidão no Brasil, mas seus efeitos ainda estão estampados na sociedade brasileira como uma tatuagem a lembrar o horror dessa prática. O holocausto, palavra que designa o extermínio dos judeus europeus durante a segunda guerra mundial é lembrado permanentemente através de eventos e museus espalhados por todo mundo como forma de preservar a memória e evitar que se repita.



Outro holocausto histórico que durou mais de quatro séculos é a escravidão e o sacrifício dos africanos que foram arrancados de suas nações de origem, separados de sua cultura, religião e família para atravessarem o Atlântico em condições adversas e cruéis para servirem de escravos para os colonizadores e a elite colonial. Se a escravidão foi abolida há mais de cem anos, suas consequências ainda clamam por justiça social e o açoite ainda se faz presente por ações e omissões do poder público e da sociedade que ainda destina ao pelourinho os descendentes desse povo tão sofrido.
A ausência de políticas públicas inclusivas e decisões judiciais nitidamente preconceituosas como os mandados de busca e apreensão coletivos e indiscriminados destinados aos guetos empobrecidos onde residem em sua maioria negros e pobres, demonstra que ainda não estamos libertos dessas práticas dos capitães do mato. Assim como fazem os irmãos judeus, está na hora de erguer um museu para coletar, preservar e lembrar as memórias dolorosas desse passado histórico tão vergonhoso para promover o estudo e o debate em torno desse tema tormentoso e evitar que ele continue frutificando em nosso meio.



A Casa da Cidadania que renasceu com a ação protetora de Joãozinho Trinta que acolheu nesse espaço as crianças e adolescentes remanescentes da Chacina da Candelária dando a eles abrigo, alimentação e educação. E, mais tarde a ação cidadã de Betinho que conscientizando a sociedade sobre a necessidade da solidariedade como instrumento essencial para matar a fome daqueles que clamam por alimentação, educação, cultura e justiça utilizando do mesmo espaço. Bem próximo está o Cais do Valongo, onde aportaram milhares de africanos arrancados de suas raízes para serem sacrificados pelos horrores da escravidão.



Ainda que não seja um resgate, pelo menos essa iniciativa de criar o Museu da Escravidão e da Liberdade pela Prefeitura do Rio de Janeiro no mesmo espaço onde tanto se exercita a cidadania, o Edifício Docas Pedro II, já é um início que prenuncia a necessidade de se resgatar essa dívida histórica e promover a integração social, democrática, igualitária e real de nosso povo, sem qualquer resquício do velho preconceito racial. MEL – Museu da Escravidão e Liberdade deve surgir para adoçar nossa história desse amargor que somos obrigados a levar como se fosse um pecado original a macular toda e qualquer tentativa de alcançar o marco civilizatório da igualdade, fraternidade e legalidade.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Traficantes ligados a pastores são suspeitos de ataques a terreiros

Denúncias afirmam que líderes religiosos estão sendo ameaçados por traficantes para que deixem de celebrar cultos

Traficantes ligados a pastores são suspeitos de ataques a terreiros
Notícias ao Minuto Brasil
20:59 - 08/09/17 por Notícias Ao Minuto
Justiça Rio de Janeiro
Os recentes ataques a terreiros de umbanda e candomblé no Rio e em cidades da Baixada podem ter relações com traficantes envolvidos com supostos pastores evangélicos. A informação é do secretário estadual de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos (SEDHMI), Átila Nunes, ao "Extra".
Segundo ele, denúncias recebidas através do Disque Combate ao Preconceito (2334-9551) afirmam que os líderes religiosos estão sendo ameaçados por traficantes para que deixem de celebrar os cultos.
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"Nós estamos estudando uma forma de resguardar essas pessoas que frequentam esses centros e ao mesmo tempo cobrar que estes casos sejam apurados rapidamente. Nós temos recebido várias denúncias de que falsos pastores têm criado uma relação com o tráfico de drogas de regiões como as de Nova Iguaçu, para lavar o dinheiro do tráfico dentro das igrejas. Tenho conversado com a Polícia Civil para que esses casos passem a ser investigados", explicou Nunes.
Como aponta o site, nas últimas duas semanas, seis casos de intolerância religiosa foram registrados em só em Nova Iguaçu.

Os efeitos da anulação de uma delação premiada



Por Murilo Medeiros Marques
As capas dos jornais dessa semana trazem a possibilidade de anulação da maior delação premiada de todos os tempos.
Os colaboradores teriam mentido, omitido informações, devendo o acordo perder seus efeitos, considerando-se rescindido, como determina os Termos do Acordo de Colaboração Premiada firmado entre o Procurador-Geral da República e os famosos empresários.
Caso a delação seja efetivamente anulada, quais seriam os efeitos dessa anulação em relação às provas obtidas através do Acordo?
Constam dos Termos de acordo as seguintes cláusulas:
A prova obtida mediante o presente acordo será utilizada validamente para a instrução de inquéritos policiais, procedimentos administrativos criminais, medidas cautelares, ações penais, ações cíveis e de improbidade administrativa e inquéritos civis, podendo ser emprestada também aos :Ministérios Públicos dos Estados, à Receita Federal, à Procuradoria da Fazenda Nacional, ao Banco Central do Brasil, à Controladoria-geral da União, ao Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência - CADE e a outros órgãos, inclusive de países e entidades estrangeiras, para a instrução de procedimentos e ações fiscais, cíveis, administrativos, inclusive disciplinares, de responsabilidade bem como qualquer outro procedimento público de apuração dos fatos, mesmo que rescindido este acordo, salvo se essa rescisão se der por descumprimento desta avença por exclusiva responsabilidade do Ministério Público Federal.
E também:
Em caso de rescisão do acordo por sua responsabilidade exclusiva, o COLABORADOR perderá automaticamente direito aos benefícios que lhe forem concedidos em virtude da cooperação com o Ministério Público Federal, permanecendo hígidas e válidas todas as provas produzidas, inclusive depoimentos que houver prestado e documentos que houver apresentado, bem como válidos quaisquer valores pagos ou devidos a título de multa.
Percebe-se, portanto, que o Ministério Público, ao redigir os Termos de Delação, buscou resguardar-se de eventual nulidade futura para que as provas obtidas não fossem prejudicadas, de forma que ele possa continuar utilizando-se das provas entregues pelos delatores, mesmo após a rescisão dos Termos de acordo.
Todavia, a utilização de tais provas encontrará dois obstáculos pela frente.
Primeiramente, com a rescisão dos termos da colaboração, os colaboradores dificilmente vão se apresentar em audiência de instrução processual para ratificar aquilo que apresentaram, eis que sem os benefícios do acordo não continuariam a confessar os crimes e entregar terceiros, já que sem o acordo não gozam mais de proteção, de modo que os depoimentos prestados durante o inquérito não seriam ratificados perante o Juiz.
Segundo obstáculo, e ainda mais importante, é que tais cláusulas dos Termos de Delação são completamente ilegais, eis que flagrantemente contrárias à Lei 12.850/2013, mais conhecida como Lei das Organizações Criminosas, assim como ao Código de Processo Penal. Vale observar que as regras do direito de defesa de um acusado em Processo Penal são irrenunciáveis, de forma que não se pode alegar que as cláusulas valeriam porque eles as aceitaram.
A Lei das ORCRIM traz em seu artigo 4º, § 10º, que as partes podem retratar-se da proposta, caso em que as provas autoincriminatórias produzidas pelo colaborador não poderão ser utilizadas exclusivamente em seu desfavor.
Resta claro, portanto, a ilegalidade de tais cláusulas.
Não bastasse a proibição da utilização das provas autoincriminatórias em desfavor do colaborador, as provas também não podem ser utilizadas para incriminar os terceiros delatados, uma vez que o Supremo Tribunal Federal definiu a colaboração premiada como meio de obtenção de prova, assim como o são a captação ambiental de sinais eletromagnéticos, ópticos ou acústicos, a interceptação de comunicações telefônicas e telemáticas ou o afastamento dos sigilos financeiro, bancário e fiscal, nas palavras do Ministro Dias Toffoli, Relator do HC 127.483/PR.
Dessa forma, ao anular uma colaboração premiada estar-se-á anulando um meio de obtenção de prova e, consequentemente, as provas obtidas por esse meio, quaisquer que sejam elas, de acordo com o artigo 157 do Código de Processo Penal, que estabelece que são inadmissíveis, devendo ser desentranhadas do processo, as provas ilícitas, assim entendidas as obtidas em violação a normas constitucionais ou legais.
Ora, não há discussão de que uma interceptação telefônica ilegal torne inadmissível as gravações obtidas por meio dela. Não havendo que se falar, igualmente, em validade das provas obtidas por meio de colaboração premiada anulada.
Estamos diante de cláusulas completamente ilegais que deveriam ter sido corrigidas antes da homologação dos Termos de Acordo, posto que se a homologação não adentra na discussão da verdade dos fatos delatados, deveria verificar a real legitimidade e regularidade do mesmo. Ao que tudo indica, não foi o que ocorreu.
Espero, caso a anulação se confirme, que o judiciário brasileiro respeite a Lei e não abra mais uma das inúmeras exceções irregulares já verificadas em toda Operação Lava Jato.
E que toda essa bagunça de Procuradoria Geral, Supremo Tribunal Federal e delatores sirva, pelo menos, para que o Ministério Público passe a ter mais cuidado e atenção na celebração de novos acordos, e que o Judiciário comece a examinar verdadeiramente a legalidade, voluntariedade e regularidade dos Termos antes de homologá-lo.
Fonte: Canal Ciências Criminais