sábado, 24 de abril de 2010

Justiça britânica condena autor do Jesus colado na cruz


sábado, 24 de abril de 2010
Justiça britânica condena autor do Jesus colado na cruz

Ensanguentado na cruz, Jesus sorri maroto. Ao seu lado aparece uma embalagem de uma conhecida cola que dispensa o uso de prego.

Por cartazes satíricos como esse, o britânico Harry Taylor, 59, que gosta de ser designado como “ateu militante”, foi condenado a seis meses de prisão, sentença que será cumprida em regime de liberdade condicional.

Ele também terá de pagar as despesas judiciais, equivalente a R$ 680, e trabalhar cem horas sem remuneração para a comunidade.

Para a Justiça britânica, Taylor transgrediu a lei ao deixar na capela do aeroporto John Lennon, Liverpool, panfletos que ofendem religiosos.

O promotor Neville Biddle disse que o ateu abusou da liberdade de expressão em cartazes como o que mostra salsichas saindo pela traseira de um porco, o que foi considerado um insulto ao islamismo.

Em outro cartaz, uma pessoa na porta do paraíso pede a uma fila de homens-bomba: “Parem, parem, acabaram as virgens”. [Link]

Para entidades seculares, a condenação a Taylor foi desproporcional ao delito.

De acordo com a National Secular Society, o pior é que, a partir de agora, os fundamentalistas vão se sentir ainda mais encorajados a tentar restringir a liberdade de expressão dos críticos à religião.

Durante o julgamento, Taylor disse que, com os cartazes, não teve intenção de ofender líderes religiosos, porque o seu propósito foi o de tentar converter as pessoas ao ateísmo.

Ele contou que a sua convicção ateísta se firmou após ter sido vítima na escola de padre pedófilo.

Quanto ao Jesus colado na cruz, a ideia já tinha sido usada em um vídeo postado no Youtube em 2006.

Com agências internacionais.
comentário:
Nessa esteira de intolerância que grassa em todos os níveis, ou seja, em todas as religiões, esteremos caminhando para um desfecho muito ruim para todos, é necessario que a mão da lei se faça impor de forma imparcial, sobre todos aqueles que imbuídos por sentimentos de natureza religiosa, ou de mera maldade, sejam punidos de forma exemplar, para que assim, se mantenha o equilíbrio universal do respeito mútuo que deve haver entre todos os praticantes religiosos no mundo todo, independente do seu dogma religioso, o arrebanhamento de novos fiéis deve estar ligado ao princípio da divulgção das teses filósificas das religiões, sem que para isso, seja necessário entrar no campo da agressão pessoal, atribuindo as demais religiões a prática de satanismo ou demonismo, para com isso desmerecê-las e enaltecer as suas próprias. O respeito aos demais dogmas religiosos por parte de qualquer crente, é um prinípio basilar para a manunteção da paz religiosa no mundo. João Batista de Ayrá/advogado/jornalista/babalorixá